[TST] Justiça do Trabalho capacita magistrados e servidores para ações de itinerância e inclusão digital

TIPO V18
Notícia
TRIBUNAL
TST
DATA
18/03/2026
















Enamat realiza até sexta (19) curso sobre a matéria

Curso sobre Justiça itinerante na Enamat

17/3/2026 – A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat) iniciou nesta terça-feira (17) o Curso de Formação de Formadores (CFF) “Justiça Itinerante com Inclusão Digital na Justiça do Trabalho”. O objetivo é fortalecer a capacidade da Justiça do Trabalho de alcançar todas as pessoas em todos os lugares e consolidar uma atuação judicial mais efetiva e humana.

Além do aspecto jurídico

Na abertura do curso, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Vieira de Mello Filho, assinalou que a itinerância é um projeto que vai  além do atendimento jurídico. Segundo ele, a capacitação reforça o comprometimento da Justiça do Trabalho com a aproximação com as comunidades mais invisibilizadas. 

“A itinerância é a forma de estarmos presentes em um país em que não apenas prevalecem as desigualdades regionais, mas as diferentes formas de trabalhar, produzir e viver”, afirma. “Com a itinerância, poderemos implementar medidas que garantam um tratamento jurídico efetivo e célere de questões sociais graves e um resgate da cidadania.”

Direito ao trabalho decente

Para o diretor da Enamat, ministro Augusto César, o curso permite a  troca de experiências sobre ações de itinerância realizadas por alguns Tribunais Regionais do Trabalho. “A Justiça do Trabalho precisa de capilaridade para alcançar pessoas que estão distantes das Varas do Trabalho e acabam sendo vítimas  de um tratamento absolutamente inadequado”, afirma. “Conhecer essas experiências ajuda a ampliar a promoção do trabalho decente, sobretudo nas regiões onde o Estado brasileiro é ausente”. 

Justiça Itinerante

Em dezembro do ano passado, o Conselho Superior da Justiça do Trabalho instituiu a Política Nacional de Justiça Itinerante e Inclusão Digital. Além de promover ações de itinerância que levam a Justiça a quem não tem acesso a ela, a política trata também da instalação dos Pontos de Inclusão Digital (PIDs). A articulação da Justiça Itinerante com os Pontos de Inclusão Digital (PIDs) é uma estratégia essencial de promoção do acesso territorial e digital à Justiça do Trabalho, alinhada às diretrizes nacionais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

(Andrea Magalhães/JS/CF)