Tribunal destacou atuação da ministra por sua trajetória e dedicação incansável à Justiça do Trabalho

16/12/2025 – O Tribunal Superior do Trabalho se despediu nesta terça-feira (16) da ministra Dora Maria da Costa, em sua última sessão antes da aposentadoria. Integrante do tribunal desde 2007 e corregedora-geral da Justiça do Trabalho no biênio 2023-2025, ela foi homenageada pelos colegas por sua trajetória e sua dedicação incansável à Justiça do Trabalho.
Com direito a citações de “Trem Azul”, de Lô Borges e Milton Nascimento, e de “Encontro Marcado”, de Fernando Sabino, a despedida foi marcada por muita emoção. A ministra Maria Cristina Peduzzi, que compôs a Oitava Turma do TST por muitos anos com a ministra Dora, foi quem abriu as homenagens, apontando as várias facetas da magistrada, amiga e colega.
Dedicação
Peduzzi destacou que estavam homenageando “uma grande mulher, cosmopolita, viajante incansável, com uma longa e profícua carreira”. “Ela trabalhou como quem tem a convicção de que a Justiça é um chamado, mais do que um ofício”, afirmou.
O ministro Breno Medeiros falou da amizade antiga e da trajetória da ministra Dora, que nasceu em Dores de Indaiá (MG) e ingressou em 1979 no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) como servidora. Destacou a luta com a ministra Delaíde Miranda Arantes para criar o TRT da 18ª Região (GO), onde a conheceu e constatou sua dedicação à Justiça do Trabalho, “trabalhando dia e noite, em fins de semana e feriados”.
Trem azul
O presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, lembrou a amizade de 40 anos e também destacou a completa devoção à atividade que exerceu. “A ministra tem uma trajetória vitoriosa, de êxito, e sai sobretudo com a cabeça erguida e íntegra, com a missão cumprida de servir à sociedade através da Justiça”, ressaltou. Ao se referir ao gosto da amiga por viagens, citou a música “Trem Azul” e pediu uma salva de palmas para a ministra.
A ministra Delaíde Miranda Arantes afirmou que não conseguia pensar no TST sem a colega com quem trabalhou tantos anos.
Emoção e agradecimentos
Após agradecer as manifestações dos colegas e da representante dos advogados, a ministra Dora Maria da Costa, visivelmente emocionada, ressaltou que a convivência respeitosa, o debate jurídico de alto nível e a amizade construída ao longo dos anos são um legado que levará consigo. Ela fez questão de agradecer aos servidores do Tribunal, em especial aos de seu gabinete.
“Esta Corte foi para mim mais que um tribunal. Foi uma verdadeira escola de sabedoria e humanidade. Com cada um compreendi que o Direito do Trabalho é acima de tudo um instrumento de dignidade, que busca conciliar o respeito à pessoa que trabalha e à sociedade brasileira em geral”, afirmou. Despediu-se lembrando da obra “Encontro Marcado”, de Fernando Sabino, sobre fazer da interrupção um caminho novo.
(Lourdes Tavares/CF)
